quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

E o fim do mundo? Será em 2012?

Do ponto de vista científico podemos dizer que não há nenhuma evidência que o mundo vá acabar em 2012. A previsão da ciência, baseada na teoria da evolução estelar, é que o Sol esgotará o hidrogênio em seu núcleo em aproximadamente 4,5 bilhões de anos (é muito tempo não é?) e então seu núcleo se contrairá ficando mais denso e quente. Essa maior produção de energia causa expansão de suas camadas externas e ele se torna uma Gigante Vermelha com raio que poderá ultrapassar a órbita de Venus e da Terra (adeus vida na Terra!).

Então não há nenhuma razão para pensarmos no fim do mundo tão cedo, não é professora?

Não é bem assim. Em primeiro lugar seria interessante avaliarmos o que pode significar esse fim do mundo. Será que é algo bom ou ruim? Sempre que se fala em fim do mundo logo vem à mente aquelas imagens de destruição, tudo ruindo e não sobrando nada. Mas será esse o fim da nossa civilização? Ou será que podemos olhar para o fim do mundo sob uma nova perspectiva? O fim do mundo não necessariamente significa destruição, mas muito pelo contrário, pode significar uma nova era de paz para a Terra. O que me faz ver desse modo é o que aprendi relacionado ao fim do mundo e início de um outro conforme ensinado no Zohar, o livro básico onde se aprende a espiritualidade pura. O Zohar é um livro que utiliza uma linguagem codificada. Ali, o fim do mundo está associado ao início de um outro por meio da vinda do  que é descrito como o Messias. Interessante que esse Messias não se trata de uma pessoa física e sim de um estado de conciência global. Assim, depende de nós e não de um salvador celestial dar início a essa transformação. Se ficarmos sentados de braços cruzados esperando, nada acontecerá. Se, entretanto, aproveitarmos a oportunidade de superar nosso ego, então podemos acelerar o fim deste velho mundo e a chegada de um novo, de uma nova consciência global. Mas, o que significará para a Terra essa nova consciência global? Depende do estado de consciência pelo qual optarmos.  Poder escolher no que vamos acreditar é nossa grande dádiva mas é também nosso maior desafio.  Nós criamos o mundo que habitamos através do nosso estado de consciência e do nosso sistema de crenças pessoais. Se acreditamos que não há ordem e justiça no Universo, então o caos e a injustiça se tornarão a nossa realidade. Sim, estaremos miseravelmente certos.
Se, por outro lado, sobrepujarmos esses pensamentos negativos reconhecendo-os como fluxos separados e distintos da consciência negativa que nos testa e desafia,  então começamos a fazer separação entre a ilusão e a realidade e assim teremos o controle do nosso destino. Resumindo, o fim do mundo está aqui. Sempre esteve. A existência imortal e o paraíso nunca nos deixaram. Nós é que abandonamos o paraíso por acreditar que ele não mais existia e assim ele simplesmente....desapareceu! E por que fizemos isso? Justamente por nossa opção pois, melhor do que receber é criar um paraíso. Portanto, o ponto vital é: nossas mentes possuem o poder de colocar um fim ao mundo que conhecemos - um mundo fruto da nossa consciência negativa - e dar início a um novo mundo, agora! Mas isso não é feito com base na nossa capacidade intelectual mas por cultivarmos um estado de pureza.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Você é ateu ou à toa?

Espera professora, agora você está exagerando! Eu tinha entendido que este era um site de Física e vem me falar de religião? Tô fora! Eu sou ateu! Não acredito em Deus e em nada que essas religiões pregam. Só vejo hipocrisia!
Meu querido ou querida aluna, não mude de página, por favor! Eu vou explicar.
Primeiro vamos consultar o dicionário e ver o significado da palavra ateu: segundo o Aurélio, ateu é aquele que não crê em Deus. Isso é perfeitamente compreensível se considerarmos que no mundo de hoje, existe muita confusão sobre quem é Deus e sua forma de agir. Mas, gostaria que raciocinasse nas seguintes perguntas:
·        Será que devemos descartar a existência de Deus só porque a imagem que chegou até nós veio toda deturpada?
·        Como podemos explicar razoavelmente a existência do Universo sem incluir um criador?
·        Será que a ciência consegue fazer isso?
Entendemos, portanto, que o ateu é alguém que ainda não encontrou uma resposta satisfatória às perguntas acima e assume a negação de Deus como consequência.
É isso mesmo professora. Entendeu direitinho porque sou ateu. Mas por que você disse para não ser à toa? O que se quer dizer com isso?
À toa é alguém que não faz nada e pode também se tornar inconsequente. O que quero enfatizar aqui é que alguém pode ainda não ter encontrado uma explicação plausível para o surgimento do universo e do mundo como conhecemos, mas nem por isso deixa de continuar na busca de um entendimento satisfatório do assunto. Ele não se acomoda à sua ignorância, mas entende que deve haver uma explicação para o surgimento do universo, da vida e que isso nos afeta e jamais cessa sua busca até encontrar essa explicação.
Um local legal para encontrar respostas pode ser aqui:

Tudo de bom!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como é possível gostar de estudar Física?


Outro dia um aluno me fez essa pergunta. Outros perguntam para que esse conhecimento serve? A resposta clássica é: a Física nos ajuda a entender como as coisas funcionam. Em seguida vem aquela que atinge o pobre aluno como uma bomba: Cai no vestibular, no SARESP, no ENEM.  Como não é minha intenção aqui escrever textos muito longos, pois sei que muitos de vocês não curtem esse tipo de leitura, vou tentar sintetizar ao máximo, explicando a vocês o que me faz gostar de Física e acreditem sou uma pessoa normal. Não estou aqui me expressando como puramente cientista pois a ciência ainda se abstém desse assunto e nesse âmbito minha resposta é aquela de cima. Minha resposta aqui é dada à nível pessoal, a fim de que vocês possam conhecer um pouco melhor a professora de Física de vocês.  A Física me ajuda a chegar a Deus. Espera aí, como assim professora? A ciência e Deus não foram sempre opositores ferrenhos? Isso é verdade até o momento que tive contato e algum entendimento de dois assuntos, a saber: a Física Quântica e a Cabala. O primeiro, a Física Quântica, vocês aprenderão em algum momento do Ensino Médio e podem também ler outro assunto deste blog ou mesmo pesquisar em livros de Física, mas o segundo, a Cabala é um ensinamento puro da espiritualidade, que vai além do apego a uma seita ou religião e que nos explica o porquê estamos aqui e como podemos retornar ao nosso estado de plenitude que nos conecta ao Todo Poderoso. Como mencionei,  a Física Quântica faz parte do Currículo do Estado e será abordada na escola, mas, infelizmente, a Cabala não. Por isso,  tocar nesse assunto na sala de aula  não vai rolar. Mas terei imenso prazer de conversar sobre isso fora dali, por meio deste blog ou do facebook ou ainda melhor: quem quiser conhecer o assunto pode acessar o site da Kabbalah Centre no Brasil (http://www.kabbalahcentre.com.br/kabbalah-cabala/jovem-consciente.html) que explica tudo direitinho e foi onde eu mesma obtive o conhecimento que me ajudou a conectar Deus e a Ciência e também me ajudou a entender como acessar esse nível superior. Eles estão numa campanha de distribuição do livro O Poder da Kabbalah (ou Cabala) gratuitamente para os jovens que quiserem. Eles cobram apenas a taxa de correio (podemos juntar vários num pedido só para baratear custos se quiserem). Leiam. Eu li, achei todo o sentido da vida ali. Vocês terão o entendimento que pode ajudá-los a serem mais felizes, conscientes e plenos.
Ah, o site tem outro livro muito interessante que estou louca para ler e o farei o mais breve possível que se intitula "Nano" e trata justamente dessa visão da Cabala e da Física Quântica.
Numa próxima mensagem vou falar sobre o fim do mundo em 2012 já que sei que vários de vocês irão me perguntar sobre isso quando se iniciarem as aulas. Mas até lá quem quiser pode ler mais sobre isso neste blog:
http://www.kabbalahcentre.com.br/kabbalah-cabala/jovem-consciente.html

domingo, 7 de novembro de 2010

Do que somos feitos?

Essa é uma pergunta que passa sempre pela nossa mente e já passou pelas maiores mentes que já viveram nesta terra e eles felizmente foram atrás da resposta e descobriram muitas coisas que nem sequer podemos imaginar se apenas olharmos para nossa pele. Não é nenhum mistério nos nossos dias falarmos em átomos. Já faz pelo menos uns 100 anos que essa idéia passou a ser aceita como a melhor explicação para a composição da matéria. O que mudou desde que a idéia de átomo surgiu até os nossos dias é a maneira como esse "átomo" (que deveria ser a menor parte da matéria) se apresenta. Ele já foi uma partícula sólida, depois um pudim de passas, depois um modelo parecido a um sistema planetário com um núcleo central e elétrons orbitando à sua volta. Esse modelo persiste até os nossos dias, entretanto o que seria inicialmente a divisão desse átomo em prótons, neutrons e elétrons mudou muito. Apenas o elétron continua sendo uma partícula elementar, básica. Mas os prótons e os neutrons são compostos de outras partículas, chamadas quarks. As pesquisas no LHC visam estudar melhor os quarks, visto que eles nunca foram detectados sozinhos. Eles estão sempre combinados em outras partículas maiores e ficam confinados no núcleo do átomo. O mapa a seguir apresenta de modo conceitual uma visão das partículas elementares conforme se apresentam hoje.
Clique na imagem para ampliá-la!


Um livro muito interessante que detalha melhor o assunto é: Do que tudo é feito? Gil da Costa Marques - EdUSP

Indice de refração negativo???

No ENEM de ontem apareceu uma questão que deve ter intrigado muitos alunos, senão todos: um material denominado metamaterial que apresentava um índice de refração negativo. Como pode isso? devem ter pensado os alunos. Mas mesmo que, num primeiro momento não fizesse o menor sentido, a questão poderia ser avaliada primeiramente em relação ao ângulo de refração. Para que um indice de refração relativo seja menor que 0 o seno do ângulo de refração deve ser negativo, o que faz com que o ângulo de refração esteja entre 180 e 360o. Além disso, o texto comenta que esse material é chamado de "canhoto", ou seja, esse apelido deve fazer uma alusão ao feixe refratado que .se comporta invertido ao que seria uma refração normal. A resposta correta seria a da figura a seguir. Mas, para que seria usado um material assim? Note que o raio de luz é desviado para além do limite de visualização e desse modo é como se ficasse invisível ao nossos olhos. Portanto esse material poderia ser utilizado para esconder os raios de luz. Que tal um manto de invisibilidade? Interessante não?


                                                 visite:  http://www.inovacaotecnologica.com.br notícia de 28/04/2010

sábado, 18 de setembro de 2010

O que é Física?

Ontem, ao falarmos sobre este blog, minha irmã mais nova disse-me: "Ai por que um blog sobre Física? Ninguém gosta de Física! É muito chato! Porque você não faz um blog sobre o espiritismo, vidas passadas ou algo parecido!" Nisso minha sobrinha de 7 anos perguntou: "Valéria (ela não me chama de tia, graças a Deus), o que é Física? Por que você não faz um blog sobre Matemática?"(ela adora Matemática).
Aproveitando esse gosto que ela tem pela Matemática eu disse a ela que a Física é uma espécie de identidade da Matemática. Para ilustrar mencionei que quando ela faz a conta de 20+10 ela está apenas somando dois números. Mas a Física dá uma identidade a cada número, por exemplo, duas pessoas querem empurrar um objeto e ambas farão esforços na mesma direção e sentido, sendo que uma fará um esforço de 20 e a outra de 10 (não falei nada ainda sobre os Newtons para não complicar). Então qual será o esforço total feito? Ela gostou muito de entender o que é a Física e me pediu que eu calculasse os esforços que ela faz quando pratica ginástica. Ela adora "virar estrela", "plantar bananeira", "espacar", etc. Eu disse que por meio da Física nos podemos sim calcular os esforços que estão sendo aplicados sobre os músculos do corpo, sobre as juntas, sobre a coluna vertebral e que eu vou fazer isso e com certeza postarei aqui.
Como é bom conversar com pessoas que ainda estão com a mente aberta e sem preconceitos. É por isso que eu adoro as crianças!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Liberdade - "Out of my later years" Ciênciaxreligiosidade


Resolvi postar aqui um fragmento de um escrito de Albert Einstein sobre a liberdade que achei muito interessante pois tenta mostrar que a ciência e a religião podem seguir juntas desde que percebam os reais objetivos de suas existências que é conduzir o homem a um estado consciente de pleno conhecimento e liberdade. Ele traz à reflexão o conflito entre o pensamento religioso e a ciência, que permanece forte até mesmo nos nossos dias. Basta lermos o último escrito de Stephen Hawking (um dos famosos e proeminentes físicos da atualidade) e que afirma que a ciência não necessita da existência de Deus, ou seja, Deus é um ser totalmente desnecessário para o entendimento da existência do universo e do homem. Penso que essa assertiva seja um tanto precipitada, quando o homem nem mesmo consegue entender com exatidão como funcionam seus dois principais orgãos vitais: o coração e o cérebro.  O texto do Einstein é interessante, pois tenta compatibilizar as duas correntes de pensamento.
"Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade,
tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e
temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a
religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta
da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever
os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura
também reduzir as conexões descobertas ao menor número
possível de elementos conceituais mutuamente independentes.
E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a
ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente
essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se
tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que
experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos
nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela
racionalidade que se manifesta na existência. Através da
compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas
conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos
pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade
perante a grandeza da razão que se encarna na existência e
que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao
homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no
mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a
ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de
seu antropomorfismo, como contribui para uma
'espiritualização' religiosa de nossa compreensão da vida.
Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais
certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína
não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela
fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.
Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus
a sua 'sublime' missão educacional, deve tornar-se um
professor.
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"Ciência e Religião" (1939-1941) - Págs. 25
a 34. Einstein, Albert, 1870-1955 Título
original: "Out of my later years."